Resenha – Meu jardim

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“O que mata um jardim não é o abandono. O que mata um jardim é esse olhar de quem por ele passa indiferente.” – Mario Quintana

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Meu jardim é uma criação brasileira do paulista Rafael Arrivabene e com a arte de Luiza Sequeira. Lançado em 2016 pela Ludens Spirit, este é um jogo brasileiro que originalmente era uma criação e produção independente pelo autor que tinha foco em ter um jogo de presente para sua sobrinha. Com o crescimento do interesse por parte dos amigos, ocorreu o interesse da editora e o autor, que tem outros projetos em andamento, se lançou no mercado.

Mecânicas
– Colocação de peças
– Construção a partir de modelo
– Cooperativo
– Reconhecimento de padrão

O jogo Meu jardim é grande um dominó com alguns poucos padrões de flores. A mecânica básica do jogo pede que cada jogador vá montando um jardim comum à todos na mesa a partir da peças que tem na mão, sempre juntando sua peça a dois lados iguais de outras duas peças na mesa.

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Peças

A partir desse encaixe, novas possibilidades se abrem, sempre seguindo a mesma regra. No modo básico de jogo, os jogadores começam com um número fixo de peças: 5 peças ficam na mão e outras 5 viradas para baixo na mesa. Quem conseguir encaixar as suas 5 peças iniciais no jardim pode pegar as outras da mesa e quem acabar todas primeiro, ganha. Bem ao estilo dominó clássico.

Se alguém não puder combinar sua peça com duas quaisquer na mesa, passa a vez e permite uma pequena vantagem aos oponentes, porém o mesmo pode acontecer com esses últimos.

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Exemplos de flores

Pior fim, se o dominó florido está fácil de mais, existe uma variante bastante interesse para 3, 4 ou até mesmo 5 jogadores que aumenta um pouco a dificuldade do jogo no modo competitivo.

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Manual e desafios

Ainda existe o modo cooperativo do jogo onde todos devem colaborador, cada um no seu turno, com uma peça que pegar aleatoriamente da reserva do jogo para montar uma figura já previamente disposta no manual do jogo. Existem três níveis de dificuldades dessas figuras no manual e para cada dificuldade existem nove exemplos a serem montados, um mais desafiador do que o anterior.

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Desafio da “borboleta” completo

Acima, o exemplo da “borboleta” que consumiu em torno de 15 minutos para ser completa.

Considerações finais
Essencialmente Meu jardim é, ao mesmo tempo, um jogo abstrato infantil e um jogo abstrato ao estilo filler para novos jogadores e, até mesmo, veteranos. A abstração se encontra na falta de tema diretamente aplicado ao jogo, ao final de contas são peças genéricas de flores em forma hexagonal. Aí também é que está o encanto do produto.

A começar, o título que tem a produção da Ludens Spirit conta a abstração de um clássico antigo (dominó) e com as ilustrações bem feitas e chamativas para quem está de fora da partida. Por ser um jogo com pouquíssimas regras e também remontar à um título antigo, crianças podem jogar sem problema algum, assim como idosos e jogadores novatos. Para os veteranos nas velhas peças de dominó de plástico branco com marcações pretas (lembra?), Meu jardim proporciona um desafio bem próximo e uma experiência enriquecedora.

Entretanto, e já pedindo o perdão da piadinha, nem tudo são flores. O padrão de cores confunde facilmente durante as partidas e isso atrapalha a experiência de jogo, ainda que pouco. De forma geral, sempre é recomendado ter atenção ao montar o jardim do jogo.

Pontos positivos
– Jogo infantil e ao mesmo tempo filler abstrato
– Boa produção de forma geral
– Fácil de aprender e de ensinar
– Boa alternativa para o dominó clássico

Pontos negativos
– A escolha das cores e do formato das flores pode confundir