Resenha – Thief’s market

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“Vocês não passam de uns ladrões!” – Manual do jogo, versão brasileira pela Kronos Games

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Thief’s Market (ou em tradução livre “mercado dos ladrões”) é um jogo lançado em 2016 por Dave Chalker (Get bit, Heat) com a arte de Adam P. Mclver (Gold West, Tiny Epic Western) e também de Rob Lundy (Harbour, Dungeon Roll). Là fora foi lançado através de campanha de financiamento coletivo na plataforma Kickstarter pela americana TMG e aqui no Brasil foi lançado pela Kronos Games. Esta resenha foi feita com base na versão brasileira do jogo.

Este jogo de dados, que não é festivo, tem uma proposta diferente: os dados que seu oponente usa podem ser roubados também para serem utilizados!

Mecânicas
– Rolagem de dados

Este pequeno jogo tem uma mecânica bem aplicada de rolagem de dados, porém é essencialmente um jogo familiar. Serve para todas as idades e por não depender de idioma, também ajuda a novos jogadores experimentarem uma partida. O objetivo do jogo é conseguir mais pontos de vitória no final da partida.

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Componentes

Durante as rodadas do jogo ocorrem duas fases onde na primeira os jogadores, que são ladrões, fazem a divisão do roubo e depois vendem seus roubos conseguir itens, lacaios e outros. Cada uma dessas opções é representadas por cartas com custos e benefícios diferentes entre si que permitem comprar mais, manipular elementos do jogo e outros.

A grande diversão do jogo é a possibilidade de pegar os dados que estão na mesa… Ou ainda do oponente! O jogo permite que todos os dados sejam roubados de um oponente, ao custo de 1 ponto de vitória, e assim deixando que oponente fique sem nada na rodada. Porém, quem pega os dados do centro da mesa tem outros resultados que podem ser bem interessantes para a estratégia de cada jogador (variedade de gemas, por exemplo).

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Dados de alta qualidade do jogo

Cartas presentes no jogo fazem toda a diferença na estratégia do jogador da vez. Elas podem transformar gemas, dar pontos de vitória adicionais e habilidades durante o turno do jogador de forma que cada rolagem de dados dá diferentes opções para cada ladrão à mesa.

Existem três pilhas de cartas no jogo e quando a última pilha acaba, então a partida também acaba. Um jogo simples, rápido e fácil em tudo!

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Algumas cartas

Considerações finais
O jogo envolve bastante sorte nas suas partidas e possui cartas que trazem equilíbrio através da transformação do resultado dos dados em outros elementos (principalmente). Na prática, se uma rolagem só dá como resultado as somente as gemas verdes existem cartas que transforam as jóias em outras faces do dado, o que facilita a vida de cada ladrão.

Os componentes e arte são uma atração à parte! Com qualidade internacional, todos os componentes vieram com muita qualidade, como já é costume de ser lá fora. A versão brasileira veio com essa mesma qualidade.

Uma coisa muito bacana no jogo é que, apesar de estar indicado para 3 a 5 jogadores, é possível ter boas experiências com apenas 2 pessoas, tanto jogando como dois ladrões quanto como quatro ladrões, onde cada um assume mais um jogador fictício.

A contrapartida de forma geral é que o jogo demora mais com 5 jogadores na mesa. Ocorre uma pausa para pensar no que pegar dentre os dados disponíveis em jogo e isso, obviamente, aumenta o tempo da partida consideravelmente. A iconografia do jogo não é ruim, mas exige consulta ao manual com certa frequência, porém nada que tire a diversão do produto. É possível comparar em termos de iconografia com a frequência que se consulta o manual de 7 Wonders por exemplo: uma vez que acostumados com o jogo, os jogadores jogam praticamente sem olhar o manual.

Por fim, Thief’s Market definitivamente não é um jogo festivo como foi classificado erroneamente na Ludopedia, mas sim um jogo familiar. Acredito que tenha sido uma boa escolha como primeiro jogo da editora em questão.

Pontos positivos
– Simples, rápido e fácil de jogar e ensinar
– Ótimos componentes de forma geral
– Serve para veteranos e novatos de todas as idades
– Jogo pequeno e portátil com valor acessível

Pontos negativos
– Envolve bastante sorte, o que não agrada a todos
– Com o máximo de jogadores a partida pode demorar
– A iconografia das cartas exije consulta no manual