Resenha – Uno

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“É sério que você vai jogar o “mais quatro” para mim?” – Briga de amigos durante uma partida aleatória de Uno

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Uno é um jogo de cartas clássico e antigo, já considerado um “clássico antigo” antes dos jogos de tabuleiro “modernos”. Certamente foi parte da infância de muitos jogadores atuais, principalmente por ter uma grande oferta em nosso país já há alguns anos. Originalmente Uno foi criado em 1971 pelo norte americano Merle Robbins em conjunto com sua família. Desde pouco tempo depois de sua criação, a gigante de brinquedos Mattel comprou o jogo e desde então o produz no mundo todo. De acordo com o portal Boardgame Geek, acredita-se que a empresa já tenha vendido mais de 150 milhões de cópias do jogo base e de suas diversas versões (dentre temáticas e localizações são mais de 50 versões ao longo da história do jogo e da empresa).

Por curiosidade, Uno é uma reimplementação de um jogo de domínio público chamado Crazy Eights (“oitos doidos” em tradução livre), bastante conhecido por suas diversas versões nos EUA e na Europa. Clique aqui para saber mais sobre a fonte original deste famoso título (em inglês).

Mecânica
– Gestão de mão

O famoso Uno é basicamente uma corridinha para se livrar o mais rápido possível das cartas da mãos e assim marcar pontos com as cartas restantes dos oponentes. Apesar de boa parte dos jogadores na infância terem jogado meramente para se livrar das cartas, o antigo jogo possui um sistema próprio de pontuação ao final do manual.

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Componentes

No começo de cada partida sete cartas são distribuídas para os jogadores e o restante (embaralhadas) e fica em uma pilha de compras, viradas para baixo, formando a pilha de compras. Depois, uma delas é virada e aí está o descarte. O descarte aqui é muito importante porque é a partir dele que se começa a partida, onde o primeiro jogador deve combinar sua carta seja em número ou cor com a carta descartada inicialmente. Sempre que não for possível combinar uma carta da mão com a que está na mesa, uma outra carta vai ser comprada.

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Cartas numéricas

Em se tratando de cartas existem as numéricas e também as especiais no jogo que realizam funções diferentes das comuns. Enquanto as cartas comuns possuem uma cor e um número de 0 a 9, as especiais obrigam um oponente a comprar cartas, invertem o sentido da rodada (horário ou anti-horário), pulam a vez de um jogador, trocam a cor a ser jogada ou ainda obrigam um oponente à comprar quatro cartas!

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As cartas especiais

A rodada continua com as cartas sendo baixadas até que alguém fique sem cartas na mão. Daí a pontuação é feita com base nas cartas que os adversários possuem em mãos, ou seja, todas elas são reveladas e o vencedor da rodada (que ficou sem cartas) faz o somatório, anota esses pontos e o jogo recomeça. Vence quem fizer 500 pontos primeiro. As edições mais atuais do jogo também trazem cartas em branco para que cada um possa criar suas próprias cartas personalizadas.

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Coringas

Considerações finais
Um jogo clássico que muita gente ignora, que muita gente adora, mas que já fez parte da infância e adolescência de muitos jogadores. Uno é um título que facilmente entrou na nossa cultura e no cotidiano de muitos jovens nos anos 80 e 90, quem sabe até mesmo nos anos 2000, mas poucos são os que já jogaram pelas regras oficiais!

O título foi inspiração de muitos outros jogos de cartas e jogos de tabuleiro, bastante uma rápida busca na pela web para se informar sobre quantos outros jogos não foram inspirados nesse. Apesar de ser um título essencialmente familiar, o jogo traz uma bom nível de escolhas simples e também um certo nível de meta jogo quando é possível fazer uma certa leitura da mão de cada um através da suas jogadas.

Porém o jogo também é limitado, pois as decisões são bem simples e as escolhas em cada jogada são objetivas, dada a cor ou número anteriormente jogado, ou seja, não há muito o que se fazer caso algum jogador tenha poucas cores em mãos. Além disso, o jogo se torna pouco divertido (e bastante repetitivo) se não existem pessoas que queiram se divertir verdadeiramente fazendo com os adversários comprem cartas sempre que possível, entrando no “clima” da partida.

Uma variante informal bastante popular é a de simplesmente esvaziar as mãos e, na mesma variante, poder jogar cartas especiais para cobrir uma carta especial anteriormente jogada. Em outras palavras, jogar um cartinha de “compra duas cartas” com uma outra do mesmo tipo ou da mesma cor. Nesse caso, quem sofre todos os efeitos acumulados é o primeiro a não conseguir cobrir a carta especial que foi jogada!

Pontos positivos
– Jogo simples e familiar, conhecido por muita gente
– Fácil de ensinar, jogar e aprender
– Cumpre bem o papel a que se propõe
– Facilmente encontrado em lojas de diversos tipos
– Variantes diversas podem ser aplicadas

Pontos negativos
– Pouco inova a cada partida
– Se não tiver o grupo certo pode deixar de divertir